Por que uma seguradora teria 17 motores de regras ao mesmo tempo?

Por que motores de regras e cálculo se tornaram determinantes para subscrição e precificação em seguradoras, reduzindo divergências entre canais, acelerando ajustes tarifários e garantindo consistência e auditoria.

Seguros
10 minutos
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Abaccus
28.01.2026

O mercado de seguros vive uma pressão silenciosa e constante: Crescer em volume, em canais e em diversidade de produtos sem comprometer o que sustenta todo o setor. Confiança. E confiança, em seguros, não é uma ideia bonita para colocar numa apresentação institucional. Confiança é o que impede um cliente de se sentir enganado quando vê um preço no multicálculo e outro no canal digital. Confiança é o que reduz a quantidade de chamadas no SAC depois de uma aceitação negada “sem explicação clara”. Confiança é o que faz uma renovação acontecer sem atrito, ou virar uma dor que abre espaço para concorrência.

Agora, junta isso com o novo padrão do consumo: Gente que quer cotar em dois minutos, pagar em um clique e ser atendido no WhatsApp. Esse cenário cria um efeito inevitável dentro da seguradora. Quanto mais o negócio acelera e multiplica pontos de contato, mais ele precisa de um mecanismo central para garantir consistência no que realmente importa: Critérios de aceitação e cálculo de preço.

É exatamente aqui que o motor de regras e cálculo deixa de ser “mais um componente técnico” e vira determinante para subscrição e precificação.

Em que situações o uso de motores de regras e cálculo passa a ser determinante para subscrição e preço?

Na prática, motores de regras e cálculo se tornam determinantes quando a seguradora percebe que não está mais vendendo somente um produto. Ela está operando um ecossistema de decisões. E decisões, quando não são padronizadas, viram ruído, retrabalho, briga entre times e uma sensação de desorganização que inevitavelmente respinga no cliente.

O negócio de seguros lida diretamente com a segurança das pessoas e do patrimônio. Por isso, qualquer oscilação de política, qualquer divergência de valor e qualquer surpresa na jornada vira um problema de credibilidade. A precificação e a aceitação não podem parecer “sorteio”. Precisam ser consistentes, rastreáveis e explicáveis.

Motor de regras resolve isso de forma objetiva: Um mesmo conjunto de informações gera sempre o mesmo resultado. Sem variações entre canal, sem interpretação humana fora do padrão, sem regra escondida num código que só um time entende. Quando a seguradora entra num nível de operação onde o risco de inconsistência começa a custar mais caro do que a própria modernização, o motor passa a ser o que ele realmente é: Uma peça de governança do negócio.

O que quebra a confiança é a divergência, não o preço

Muita gente acha que a maior dor do cliente é “caro ou barato”. Não é. O que quebra a confiança é o cliente perceber que o preço e a aceitação parecem depender de onde ele perguntou. E aí surge um tipo de suspeita que nenhuma campanha resolve. “Será que estão tentando me empurrar algo?”, “Será que o corretor está ganhando em cima?”, “Será que o online é mais barato e eu fui enganado?”.

Quando a seguradora tem regras e cálculos espalhados em múltiplos sistemas, esse cenário vira padrão. Canal digital calcula de um jeito, portal do corretor calcula de outro, multicálculo tem exceções próprias, produto legado tem uma lógica histórica que ninguém quer mexer, e o time operacional vira uma ponte manual tentando “harmonizar” algo que nasceu desalinhado.

Centralizar as regras é, no fundo, um movimento de maturidade operacional. Porque a seguradora para de tratar divergência como “incidente” e passa a tratar como o que ela realmente é: Falha estrutural.

Por que uma seguradora teria 17 motores de regras ao mesmo tempo?

A adoção simultânea de 17 motores de regras parece exagero até você entender como seguradoras crescem de verdade: Adicionando camadas, sistemas e atalhos para ganhar velocidade no curto prazo. Cada produto novo nasce com urgência. Cada canal novo precisa entrar rápido. Cada área pede autonomia. E como ninguém quer parar o trem para “arrumar a ferrovia”, o que acontece é previsível.

Surgem silos.

Em vez de uma política única de aceitação e cálculo, cada sistema vira um pedaço da verdade. O que era uma regra vira dez versões de uma regra. O que era um cálculo vira uma coleção de fórmulas com pequenas diferenças. E com o tempo, a seguradora começa a operar uma “colcha de retalhos” de decisão.

Quando você vê uma grande seguradora migrando 17 motores, o sinal é claro: Ela já atingiu um patamar de complexidade onde o legado não aguenta mais. Só que existe um detalhe importante aqui. Não é que a seguradora “inventou 17 motores agora”. Ela já tinha isso rodando de forma antiga, muitas vezes dentro de um gerenciador legado, e está migrando para ganhar atualização tecnológica, segurança e usabilidade, principalmente para que as áreas de negócio consigam gerenciar as políticas com menos dependência e mais controle.

Ou seja, não é um movimento de “luxo”. É uma resposta inevitável ao tamanho da operação.

O problema dos canais: Corretor, multicálculo e digital continuam divergindo por um motivo simples

Diferenças de preço e aceitação entre corretor, multicálculo e canais digitais continuam frequentes porque as regras não moram no mesmo lugar. Elas moram em pedaços. E pedaços, quando evoluem em ritmos diferentes, deixam de encaixar.

O que acontece internamente é quase sempre a mesma história. O time do digital precisa lançar uma jornada nova. O time de distribuição precisa ajustar uma comissão ou um critério. O time de produto precisa colocar uma exceção para uma campanha. Cada um faz o que precisa no seu sistema, porque esperar uma fila central parece “atrasar o negócio”. Só que essa velocidade vira juros compostos. Ela vira descentralização. E descentralização vira inconsistência.

Motor de decisão entra como camada estratégica. Não para “travar a evolução”, mas para garantir que a política de negócio seja única, documentada, versionada e auditável. Quando isso acontece, o canal deixa de ser um lugar onde a regra nasce. O canal vira um consumidor da regra.

Essa é a virada de chave arquitetural. E, quando acontece, o efeito é brutal na qualidade da operação.

O que muda quando tarifas e critérios passam a ir para produção com mais rapidez?

Tarifa e aceitação não mudam por capricho. Mudam porque o mercado muda. Porque o risco muda. Porque o comportamento muda. E porque o atuário e o time de produto descobriram algo que pode vender mais, vender melhor ou evitar perdas.

O problema é que, quando a atualização leva meses, o estudo envelhece antes de gerar retorno. A seguradora vira um negócio que toma decisões com atraso. E atraso, em um setor baseado em risco, tem um custo muito real. Você assume risco que poderia ter evitado. Você perde vendas que poderia ter capturado. Você reage quando deveria ter antecipado.

Quando as regras estão centralizadas e gerenciadas, a dinâmica muda. A seguradora encurta o ciclo entre insight e execução. A política deixa de ser um documento bonito e vira um mecanismo vivo. Isso tem impacto direto na competitividade. Porque, no fim do dia, seguro é um jogo de margem versus risco, e o tempo é uma variável tão importante quanto preço.

Auto, viagem, residencial e saúde são diferentes, mas o processo é o mesmo

Pode mudar o produto, a lógica atuarial, o perfil do risco e a profundidade do questionário. Mas o fluxo fundamental é o mesmo:

Cotação → Aceitação → Emissão → Sinistro → Renovação.

E em cada etapa existe um conjunto de regras e cálculos sustentando o processo. Aceita ou não aceita. Precisa de vistoria ou não. Qual franquia se aplica. Que cobertura entra. Quanto custa. Quais limites valem. Que exceções existem. Qual mensagem o cliente recebe.

O motor de regras não é sobre “padronizar produtos”. É sobre padronizar decisões. Por isso ele funciona em linhas tão distintas. Ele não tenta transformar saúde em auto. Ele garante que cada produto execute suas políticas com previsibilidade e controle.

Quando isso está bem resolvido, a seguradora ganha algo raro: Escala sem perder consistência.

E quando o volume explode? Por que a subscrição vira gargalo?

O gargalo da subscrição aparece quando o volume cresce e o processo ainda depende de decisões humanas repetitivas, feitas no braço, com consulta em tabelas, exceções espalhadas e interpretações variáveis.

O time não dobra de tamanho quando o volume dobra. Só que a demanda dobra. E aí aparece a pior combinação possível: Pressão por velocidade com aumento de risco operacional.

Automação de decisão ajuda porque transforma decisões recorrentes em decisões executáveis. Você cria um fluxo onde regras claras fazem o trabalho pesado. E o subscritor humano passa a atuar onde ele gera valor de verdade: Casos fora do padrão, riscos complexos, negociações específicas e decisões que exigem julgamento.

O objetivo não é substituir pessoas. É tirar delas o trabalho que deveria ser do sistema.

Onde os efeitos aparecem primeiro numa centralização de regras?

Os primeiros efeitos costumam aparecer no lugar mais sensível: Atendimento e pós-venda.

Quando a seguradora centraliza regras, a quantidade de ruído diminui. Menos cliente reclamando que “o preço mudou”. Menos contestação por negativa sem explicação. Menos divergência de informação entre canais. Menos retrabalho interno para justificar o que aconteceu.

O SAC vira um termômetro claro do que antes estava escondido. Porque ele é sempre o primeiro lugar onde inconsistência vira dor visível. E quando o motor de decisão começa a estabilizar as políticas, a queda de chamados relacionados a preço, aceitação e comunicação costuma ser rápida.

É a consequência natural de uma decisão óbvia: Uma única verdade para o negócio inteiro.

IA e motores de decisão vão virar dupla obrigatória

Nos próximos anos, a combinação mais estratégica para seguradoras vai ser IA + motor de decisão.

A IA tende a dominar a comunicação, a orquestração de atendimento e a experiência. Ela é ótima para conversar, orientar, resumir, antecipar dúvidas e acelerar fluxos. Só que IA, por si só, não pode ser a autoridade de uma decisão crítica que exige consistência e auditabilidade. Ela pode sugerir, mas não deve “inventar” política.

O motor de decisão entra como autoridade. Sempre que for necessário avaliar regras, critérios ou cálculos, a IA aciona o motor e devolve o resultado com previsibilidade e justificativa. A IA melhora a jornada. O motor garante a consistência.

E tem um segundo efeito, ainda mais forte: Quando as regras estão centralizadas, a base de dados fica mais padronizada. Isso melhora os estudos atuariais e os modelos estatísticos, porque as decisões deixam de ser “poluídas” por versões diferentes da mesma lógica. A seguradora passa a ter mais clareza sobre o que está funcionando e o que precisa ser ajustado. Insights viram ação. Ação vira aprendizado. E o ciclo de melhoria acelera.

Motor de regras não é “TI”, é governança da decisão

Se você olhar com honestidade para o que mais causa atrito em seguradoras modernas, não é falta de produto, nem falta de canal, nem falta de tecnologia de interface. É a falta de uma política única executável.

Motores de regras e cálculo se tornam determinantes quando a seguradora entende que decisão é um ativo. E que ativo precisa de controle, versão, auditoria e consistência. O motor vira o core que sustenta subscrição e precificação sem divergência entre canais, sem retrabalho e sem sustos para o cliente.

E quando a operação está madura o suficiente para migrar e consolidar dezenas de motores, o recado é claro: A complexidade chegou num ponto em que a governança deixou de ser opcional.

Se a sua seguradora está buscando centralizar regras, reduzir inconsistências e acelerar mudanças de produto sem abrir mão de controle e auditoria, a solução BRMS da Abaccus entra como esse núcleo de decisão, permitindo que áreas de negócio governem políticas com segurança, usabilidade e rastreabilidade, integrando com ecossistemas como Oracle, Salesforce, TOTVS, HubSpot, Microsoft, SAP e n8n.

Perguntas Frequentes

1. Motor de regras serve só para precificação?

2. Centralizar regras vai deixar a seguradora mais lenta para mudar produtos?

3. Por que existe divergência de preço entre corretor, multicálculo e digital?

4. BRMS e motor de regras é a mesma coisa?

5. Como a solução BRMS da Abaccus ajuda seguradoras?