Em 2026, o CEO opera sob pressão e o erro custa caro

A 29ª CEO Survey da PwC (2026) mostra um CEO sob pressão, com riscos em alta e reinvenção obrigatória: Errar custa caro e ficar parado custa mais.

Inovação
8 minutos
de leitura
Abaccus
26.01.2026

A Pesquisa da PwC (29ª CEO Survey, janeiro de 2026) não dá conforto. Ela dá realidade. O recado é simples: A liderança entrou numa era em que o erro custa caro, mas a lentidão custa mais. Não existe mais o luxo de esperar “o momento certo” para mudar, porque o momento certo virou ontem.

O CEO em 2026 vive uma contradição permanente. Precisa proteger caixa, reputação e previsibilidade no curto prazo, ao mesmo tempo em que é cobrado para reinventar o negócio em velocidade de mercado. E o mais cruel é que essa reinvenção não depende só de visão estratégica. Ela depende de execução, decisão rápida e capacidade de ajustar o jogo sem quebrar a operação.

A pergunta real não é se a empresa vai mudar. A pergunta é se ela vai mudar por escolha ou por pressão.

A incerteza virou ambiente e o CEO virou gestor de tensão

O estudo mostra um movimento que parece contraditório, mas é exatamente o que está acontecendo: a liderança segue relativamente otimista com o mundo, mas mais insegura com o próprio negócio no curto prazo. Traduzindo: O CEO está enxergando oportunidade lá fora, mas dificuldade aqui dentro.

O resultado disso é uma agenda esmagada por urgências e tomada de decisão mais dura. O CEO não está sendo pressionado só por crescimento. Está sendo pressionado por crescimento com controle, com segurança e com reputação preservada.

E o estudo dá um alerta que deveria ser repetido em qualquer reunião de conselho: O risco de negação virou o risco mais caro.

IA em 2026 já virou dinheiro para parte das empresas e isso cria dois mundos

Tem empresa que ainda trata IA como laboratório. E tem empresa que já usa IA para mexer em receita e custo. O estudo mostra o ponto exato dessa divisão: 37% dos CEOs relatam aumento de receita com IA nos últimos 12 meses. Isso é muita gente para a concorrência ignorar.

Ao mesmo tempo, existe uma assimetria enorme. O estudo deixa claro que os ganhos consistentes aparecem quando IA deixa de ser “projeto” e vira infraestrutura de decisão, operação e estratégia.

O padrão das empresas que avançam é previsível:

  • Aplicação ampla em áreas críticas do negócio.
  • Conexão direta com estratégia e não só com eficiência.
  • Governança de IA responsável para reduzir risco de confiança.
  • Estrutura de dados e integração para não virar piloto eterno.

E tem um efeito colateral que pouca empresa quer discutir em público, mas todo CEO discute a portas fechadas. Gente.

O estudo aponta que, para 60% dos CEOs no Brasil, as empresas vão precisar de menos profissionais em início de carreira nos próximos três anos devido à IA. Isso muda o jogo de formação de talentos.

O CEO que só olha para redução de custo agora pode estar criando uma bomba de escassez de liderança depois. Em outras palavras: cortar o júnior demais hoje pode custar caro em capacidade amanhã.

O curto prazo não é vilão mas está virando prisão

O estudo traz um dado que parece inocente, mas é uma bomba de gestão: no Brasil, CEOs dizem dedicar 57% do tempo a temas com horizonte inferior a um ano. Isso é mais do que a média global.

O que isso significa na prática? Significa que uma parte enorme da energia de liderança está sendo consumida por urgências. E urgência demais cria um tipo de liderança reativa, que corre muito e constrói pouco.

O CEO não precisa “parar de olhar o curto prazo”. Ele precisa parar de ser refém dele.

Porque em 2026 existe uma verdade operativa: O CEO que não reinventa enquanto protege o caixa acaba perdendo o caixa do mesmo jeito.

A macroeconomia voltou a ser o medo número um e isso explica o clima de pressão

O estudo mostra que a ameaça mais citada pelos CEOs brasileiros é direta e dura: 38% apontam instabilidade macroeconômica como maior ameaça. Não é uma preocupação abstrata. Ela aparece em:

  • custo de capital;
  • volatilidade de demanda;
  • previsibilidade de investimento;
  • decisões de preço e margem;
  • capacidade de manter plano estratégico.

E o problema é que macroeconomia não pede licença para bagunçar o operacional. Ela entra na empresa como atrito: Orçamento travado, área comercial pressionada, custo subindo, cliente renegociando, e liderança escolhendo entre corte e crescimento.

É por isso que o estudo mostra CEOs menos confiantes no curto prazo. Não é pessimismo. É leitura do chão de fábrica.

Setores sem fronteira o CEO agora compete com quem não parecia concorrente

Aqui entra um dos dados mais fortes do estudo e, na prática, mais perigosos. 51% dos CEOs brasileiros dizem que suas empresas passaram a competir em novos setores nos últimos cinco anos.

Isso é um recado simples: O seu concorrente pode não estar na sua categoria. Pode estar no seu mercado.

O que era fronteira virou sugestão. E isso muda estratégia em três camadas:

  • O cliente compara experiências, não setores.
  • O valor migra entre indústrias, e não dentro delas.
  • As empresas mais rápidas capturam receita, antes das lentas reagirem.

E quando o CEO entende isso, ele para de pensar “o que eu vendo” e começa a pensar “que problema eu resolvo”. Parece frase de palestra. Mas é a diferença entre manter margem e virar commodity.

Investir fora do país virou estratégia mas também virou risco

O estudo mostra que uma parcela relevante de CEOs planeja investir fora do próprio país em 2026, e CEOs brasileiros seguem o mesmo movimento. Isso não é glamour corporativo. É defesa e ataque ao mesmo tempo. Defesa porque reduz dependência do mercado local. Ataque porque busca crescimento onde o valor está se movendo.

Mas a conta ficou mais pesada. Em 2026, internacionalizar significa lidar com mais fricção: tarifas, geopolítica, custo de capital, regulação e cadeia de suprimentos podem mudar o jogo rápido. O CEO que entra no lugar certo e na hora certa ganha vantagem. O que demora perde timing, paga mais caro e chega quando o mercado já está disputado.

Em 2026, timing não é detalhe. Timing é margem.

Confiança virou indicador financeiro e o CEO que errar paga em múltiplos

O estudo deixa uma coisa clara: Confiança não é intangível. Confiança é ativo de negócio.

As empresas enfrentam pressões de stakeholders em temas como:

  • uso responsável de IA;
  • privacidade e dados;
  • transparência corporativa;
  • segurança digital;
  • consistência em sustentabilidade.

E o problema é que um tropeço em qualquer um desses assuntos pode virar sequência de crise. Em 2026, crise não precisa ser real para ser cara. Basta ser crível.

O CEO que entendeu isso mudou a agenda do conselho. Porque confiança, agora, é parte da estratégia de crescimento.

A reinvenção virou execução e execução exige decisões rápidas com controle

O estudo aponta um fato que resume a década: As empresas que se movem mais rápido nesse cenário tendem a ter melhores resultados do que as concorrentes.

Só que velocidade sem controle vira acidente. E controle sem velocidade vira irrelevância.

A resposta prática é construir capacidade de decisão. E isso significa tirar a empresa do improviso operacional.

Em empresas grandes, um pedaço relevante do caos vem de regras escondidas, decisões manuais, exceções incontáveis e dependência de mudanças lentas em sistemas. E é aí que maturidade operacional vira diferencial.

Na hora de transformar reinvenção em rotina, tecnologias de decisão fazem diferença. Um BRMS permite estruturar regras de negócio com rastreabilidade, governança e rapidez, exatamente onde o CEO mais sofre em 2026: No conflito entre agilidade e risco.

E aqui a Abaccus entra como peça útil quando a empresa precisa mudar regras de forma rápida, auditável e integrada, mantendo consistência e reduzindo retrabalho. Porque reinvenção não é só ter ideia. É conseguir executar mudança sem quebrar a operação.

Em 2026, errar custa caro mas ficar parado custa mais

Em 2026, errar custa caro mas ficar parado custa mais. E o estudo é brutalmente honesto: CEOs estão sob pressão, a incerteza aumentou, os riscos subiram e a reinvenção deixou de ser discurso. Só que tem uma parte invisível dessa pressão que pouca gente assume na mesa do conselho: Regras de negócio e cálculos mal governados viram prejuízo diário.

Em muita empresa, preço, desconto, comissão, elegibilidade de oferta, SLA, multa, reajuste e critérios de aprovação ainda vivem espalhados entre código, planilhas e exceções “aprovadas no WhatsApp”. O resultado é o tipo de erro que não vira manchete, mas destrói margem:

  • desconto fora da política porque a regra não está clara;
  • precificação inconsistente por canal e região;
  • comissão calculada errado gerando retrabalho e conflito;
  • aprovação lenta porque ninguém confia no critério;
  • exceção virando padrão, até a margem sumir.

E quando a empresa percebe, já é tarde: corrigir regra em ambiente travado vira projeto, fila de TI, homologação e atraso. Em 2026, esse tempo perdido vira custo real. Custo de oportunidade, custo de retrabalho e custo de risco, principalmente quando confiança e compliance viram pauta recorrente do board.

É aqui que a reinvenção deixa de ser “estratégia” e vira capacidade operacional. A Abaccus, como solução de BRMS, ajuda a empresa a estruturar e governar regras e cálculos de negócio com rastreabilidade e rapidez, reduzindo improviso e acelerando mudanças sem quebrar a operação. Porque em 2026, a empresa que não consegue ajustar regras no ritmo do mercado não está só lenta. Ela está cara.

Perguntas Frequentes

1. Por que 2026 deixou o trabalho do CEO mais difícil do que antes?

2. Onde as empresas mais perdem dinheiro sem perceber em 2026?

3. O que muda quando a empresa trata IA como capacidade e não como teste?

4. Como um BRMS ajuda o CEO a reduzir risco e acelerar decisões em 2026?

5. Como a Abaccus se conecta com reinvenção, IA e controle de margem usando BRMS?