Áreas de demanda não falham por falta de produto, mas por decisões lentas, exceções demais e regras que não escalam.
Regras de negócioToda grande corporação diz que é orientada a dados. Mas, na prática, muita empresa ainda distribui como se o Brasil fosse homogêneo, como se canal tivesse o mesmo giro em qualquer praça, como se logística fosse só “entregar mais rápido”. A verdade é outra: Crescimento real acontece quando você identifica áreas de demanda com precisão e executa decisões com consistência.
Áreas de demanda não são apenas regiões onde vende mais. São combinações vivas de território, canal, perfil de loja, sazonalidade, elasticidade de preço, concorrência, clima, renda e comportamento. É por isso que empresas como PepsiCo e Natura não podem tratar distribuição como uma linha reta do CD para o PDV. Elas precisam tratar como um sistema: Regras claras, decisões repetíveis e ajustes rápidos.
Área de demanda é o lugar onde a procura se concentra e, principalmente, onde a empresa tem maior risco de perder venda por falha de execução. Às vezes é um estado inteiro. Às vezes é um conjunto de bairros. Às vezes é um canal específico, como atacarejo, farma, e-commerce, perfumaria, conveniência ou food service.
O erro comum é olhar só “vendeu mais”. O que importa mesmo é entender o que a demanda exige em termos de operação.
Texto corrido, sem romantização: Área de demanda é onde a empresa ganha eficiência ou onde ela sangra dinheiro sem perceber.
Quando você opera com portfólio amplo e alta frequência de compra, como em snacks e bebidas, “estar presente” não é suficiente. Em áreas de alta demanda, a batalha é por disponibilidade e execução.
Numa empresa como a PepsiCo, o desafio não é apenas levar produto. É garantir que a combinação certa de SKU, quantidade e frequência esteja alinhada ao giro real de cada região e canal.
Alguns dilemas típicos em áreas de demanda alta:
E aqui entra a parte provocativa: Muita empresa tenta resolver isso com reunião. Reunião não abastece gôndola. O que abastece é decisão repetível, automatizada e auditável.
No universo de beleza, a área de demanda não é só geografia. É comportamento e canal. Natura lida com uma realidade em que demanda pode explodir por uma campanha, por influência social, por sazonalidade e por mudança de mix entre linhas.
O desafio vira um quebra-cabeça de decisão:
Quando a empresa tenta fazer isso “no braço”, o que acontece é previsível: Inconsistência. E inconsistência em grande escala vira ruído interno, atrito com parceiro, perda de venda e desconfiança na operação.
Se você quer uma metodologia objetiva, aqui vai o caminho que funciona em corporações grandes: Procurar concentração e fricção.
Alguns sinais claros de área de demanda mal tratada:
Agora o ponto principal: Área de demanda não é só diagnóstico. É gatilho de decisão.
Quando uma empresa trata área de demanda como algo vivo, ela para de operar por improviso e começa a operar por regras e cenários. Isso muda o jogo em quatro frentes.
O segredo é simples: Não dá para escalar exceção. Ou você transforma exceção em regra, ou você vai ser governado por incêndio.
Toda grande empresa tem “conhecimento tácito”: Aquele vendedor veterano que sabe onde vende, aquele gestor que conhece a praça, aquele planejador que entende a sazonalidade. Isso é valioso, mas tem um problema: não escala. E pior: Não é auditável.
O que escala é regra. Regra não no sentido engessado, mas no sentido de decisão explícita.
Repara como isso muda o comportamento: A empresa deixa de depender de “quem grita mais alto”.
Áreas de demanda geram decisões em massa. E decisões em massa não podem depender de planilha, e-mail e alinhamento informal. É aí que um motor de regras de negócio vira peça de estratégia, não de TI.
Você precisa de um jeito de:
E aqui vai a provocação final: Quando a empresa não tem esse mecanismo, ela vira refém do “jeitinho operacional”. Parece flexível, mas é só descontrole sofisticado.
No fim, áreas de demanda são um mapa do que realmente importa para a receita. O resto é discurso. Quem acerta área de demanda, acerta disponibilidade, preço, promessa e foco. Quem erra, perde venda em silêncio e chama isso de “mercado difícil”.
E para tornar isso escalável, você precisa transformar decisões em regras, e regras em operação. É nesse ponto que a Abaccus entra como aliada: Ajudando grandes empresas a estruturar e automatizar políticas de decisão com um motor de regras de negócio (BRMS), dando governança, velocidade e consistência para operar demanda em escala.