O mercado de seguros vai crescer 5,7% em 2026, mas a maioria das seguradoras ainda opera com regras espalhadas em sistemas fragmentados, planilhas e decisões manuais. Veja o que está em jogo.
SegurosO mercado de seguros deve crescer 5,7% em 2026. É o que projeta a Confederação Nacional das Seguradoras, numa aceleração expressiva em relação à expansão de apenas 1,8% registrada em 2025. Número que anima. Mas existe uma pergunta que ninguém está fazendo em voz alta: A operação das seguradoras está preparada para crescer junto?
A resposta honesta é: Depende. E para a maioria, a resposta é não.
Existe um problema estrutural que persiste há anos no setor no Brasil. Regras de negócio espalhadas em múltiplos sistemas. Critérios de aceitação que vivem em planilhas de Excel que só um analista sabe encontrar. Decisões repetitivas que dependem de intervenção humana, mesmo quando os critérios são absolutamente claros. Isso não é operação eficiente. É risco concentrado em processo manual.
Não é descuido. É história. As seguradoras cresceram ao longo de décadas acumulando sistemas, áreas e regras de forma orgânica. O resultado é uma colcha de retalhos tecnológica: um sistema para cotação, outro para emissão, outro para sinistros, planilhas para tudo que não coube nos sistemas e pessoas no meio tentando fazer tudo isso conversar.
O problema se manifesta em três frentes que qualquer gestor do setor vai reconhecer:
Esse cenário limita escala, aumenta risco operacional e corrói a experiência do cliente em todos os pontos de contato.
Automação no contexto de seguros não é sobre substituir pessoas. É sobre retirar das pessoas decisões que não deveriam depender delas para começar.
Quando critérios são claros, objetivos e repetitivos, automatizá-los é uma decisão estratégica, não tecnológica. A variabilidade humana em decisões que deveriam ser padronizadas é, na prática, uma fonte constante de retrabalho, inconsistência e reclamação de cliente.
No Brasil, 78% das empresas já investiram em ferramentas de automação de processos de negócios, segundo pesquisa da OTRS Group. O setor de seguros ainda caminha em ritmo mais lento que outros segmentos, e essa defasagem tem preço.
A Abaccus é uma plataforma brasileira que atua exatamente nesse ponto cego do setor. Ela opera com três produtos integrados:
A proposta central da Abaccus é desacoplar as regras de negócio dos sistemas transacionais. Na prática: Toda a lógica de subscrição e precificação passa a ser definida, versionada e gerenciada em um único lugar, auditável e acessível.
Um cliente da Abaccus, uma seguradora brasileira, registrou ganho de 70% em eficiência operacional após centralizar suas regras em um motor de decisão. Mas o número isolado conta menos do que o que mudou na prática.
Dois resultados chamam atenção:
Esses dois pontos resolvem algo que vai além da eficiência: Eles atacam a fonte de desconfiança do cliente com a seguradora, que em muitos casos começa antes mesmo do sinistro, na experiência de cotação.
O setor de seguros está diante de uma janela de expansão real. Mas crescimento sobre uma base operacional fragmentada não é crescimento sustentável. É volume que vai amplificar todos os problemas que já existem.
Cada novo canal de venda que uma seguradora abre sem ter as regras centralizadas é um novo ponto de inconsistência. Cada nova linha de produto lançada sem um motor de decisão estruturado é mais uma planilha que alguém vai precisar manter. Cada pico de demanda sem automação é mais uma fila que vai depender de analista para destravar.
A pergunta que os gestores de seguro deveriam estar fazendo não é "quando vamos crescer?" A pergunta certa é: "Nossa operação está estruturada para crescer sem aumentar proporcionalmente o risco e o retrabalho?"
Se a resposta envolver planilhas, a resposta é não.