A discussão sobre IA mudou. Em fevereiro de 2026, a CNseg e a EY confirmaram: 80% das seguradoras brasileiras já operam com IA. O investimento do setor será de R$ 2,8 bilhões só neste ano. A pergunta de adoção foi respondida.
A pergunta que ocupou seu lugar é mais difícil: quando seu agente de IA aprovar uma subscrição que não deveria, cobrar uma comissão errada em escala, ou tomar uma decisão que viola a SUSEP — quem responde? O modelo? O engenheiro que configurou o prompt? O fornecedor de IA? A diretoria?
A Dynatrace documentou em 2026 o que engenheiros de produção já sabiam: um modelo com 95% de accuracy em uma chamada vira 60% de taxa de erro em 10 chamadas sequenciais. O erro escala com o volume.
Em operações financeiras ou de seguros, "60% de erro" não é métrica de produto. É passivo regulatório acumulando silenciosamente a cada decisão automatizada. Cada subscrição aprovada incorretamente, cada comissão calculada com base errada, cada limite excedido por alucinação — tudo eventualmente vira pergunta de auditoria, processo de cliente ou autuação da SUSEP.
O Gartner projetou: mais de 40% dos projetos de agentic AI serão cancelados até 2027. Não por falta de tecnologia. Os modelos funcionam. A causa é falta de controle. Empresas estão colocando agentes em produção sem a camada que define o que eles podem decidir.
A Abaccus existe como essa camada. O agente de IA raciocina, interpreta, orquestra — tudo o que ele faz bem. A Abaccus decide — com versão de regra, critério aplicado, autor e timestamp em cada chamada. Auditável. Rollbackável. Operada pela área de negócio, não pelo engenheiro de IA.
A próxima conversa de board sobre IA não pode ser sobre "qual modelo vamos usar". Tem que incluir onde mora a decisão final. É a diferença entre os 60% que terão IA escalando e os 40% que vão cancelar.